O Anel dos Löwenskölds – Selma Lagerlöf

Sinopse:O General Löwensköld foi um tremendo herói de guerra, mas, com a idade, os feitos de violência pesam-lhe na memória e decide fazer-se enterrar com o valioso anel que o rei lhe tinha dado por recompensa dos seus feitos. Dessa forma, a sua família ficaria livre dos fantasmas do passado violento do fundador.

Nacionalidade do autor:
Ano da publicação do texto: 1925

Em minha busca de conhecer alguns dos laureados pelo Nobel de Literatura, achei por acaso “O Anel dos Löwenskölds” em uma feira de livros que ocorria durante minha viagem por Lisboa. Aproveitando a oportunidade, não pensei duas vezes antes de adquirir essa obra de Selma Lagerlöf. Ao melhor estilo de obras antigas, lendas regionais e folclóricas da Suécia, acompanhamos a saga de personagens que entram em contato com o anel do falecido General Bengt Löwensköld. A história é simples: Löwensköld fora nomeado major-general do exército pelo Rei Carlos XII da Suécia após seus feitos nas chamadas Guerras do Norte. Como parte dessa nova posição, também foi concedido a ele um valioso anel pelo rei. Simbolizando os valores suecos, o General pede para ser enterrado com o seu anel no momento de sua morte e é exatamente isso que acontece. Em meio à incredulidade de todos os presentes no funeral, não demora para que a cobiça tome conta da cabeça de um homem simples, que decide ir “verificar se ninguém irá roubar o defunto”. Como já era de se esperar, ele próprio cede à tentação e toma para si o anel do cadáver. A partir daí, a história se desenrola mostrando a maldição que acompanha a todos que estão de posse do anel. O General Löwensköld aparece para assombrar e destruir a vida daqueles que possuem a relíquia, e isso perpassa gerações, até chegar à própria linhagem familiar dos Löwenskölds.

Em um retrato que conta com uma boa dose de misticismo de tempos imemoriais da Suécia, Selma Lagerlöf entrega uma história rápida, simples, mas que cumpre seu propósito como um bom passatempo. Possui uma ou outra passagem mais marcante, como a cena de um julgamento público em que o destino fatal de três pessoas é decidido pela rolagem de um dado, supostamente refletindo um instrumento de julgamento divino. No entanto, é impossível dizer que é uma obra marcante na literatura mundial, já que não se pretende desenvolver a fundo a história e os personagens nesse primeiro momento, sendo um texto de tiro curto. Digo “nesse primeiro momento” porque o livro é o primeiro de uma trilogia, composta também por Charlotte Löwensköld (1925) e Anna Svärd (1928), os quais não tive a oportunidade de ler. Com base apenas nessa única obra, é difícil tecer qualquer julgamento a respeito da justiça e merecimento do recebimento do Prêmio Nobel de Literatura por Selma em 1909, há mais de um século. Também vale notar que a autora foi a primeira mulher a ser membro da Academia Sueca, em 1914. Como é o único trabalho que li da escritora, fica a curiosidade de conhecer alguma outra obra dela, já que não me oporia em dar mais uma chance para verificar se seus demais textos possuem mais densidade e profundidade. Não é possível dar uma nota muito alta para esse livro pelos motivos já mencionados, mas, em todo caso, acaba sendo uma boa forma se você quiser conhecer essa premiada literatura sueca do início do século XX.

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